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O tempo que não é teu, mas delas (as crianças)!

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Para. Senta-te, num canto. Deixa-te envolver pelas 25 tentativas que tens à tua frente.  Existem risos, diálogos, relações que se criam e se interligam de acordo com o que vão construindo, com o que vão brincando. Deixa-te observar, vê as tentativas, as conquistas, as formas diferentes de expressão, envolve-te e constrói o que precisas para os observar neste momento de aprendizagem. Consegues sentir o que sentem? Não.  Consegues ler os seus pensamentos, as suas planificações complexas? Não! Então observa.  Enriquece o espaço e as experiências com base nessa observação.  Planifica de acordo com o que vês, com o que sentes, com o que te fazem sentir. É difícil? Bastante! São tantas as observações a fazer, tantas as oportunidades a construir, tantas crianças para conhecer de uma forma única, reconhecendo fragilidades e potencialidades individuais. Deixa os trabalhos de lado, as fichas, as pastas (que queres cheias), as folhas brancas, centra-te no principal, as crianças...

Eles não podem passar a vida a desenhar pandas. E as letras?

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Se ainda agora estávamos a iniciar o 3º período, já vemos o fim do ano a aproximar-se a passos largos e…. tanto ficou por fazer. O sentimento que nos começa a invadir, de não se ter concretizado tudo o que queríamos, leva-nos a entrar numa batalha contra o tempo, em que as prioridades se vão centrando no que se vai enviar para casa, nas vivências que se queriam proporcionar e não se criaram, basicamente, nos planeamentos centrados no adulto e não nas crianças. Mesmo que, tenham surgido propostas das crianças que nem sempre se tornam de fácil concretização, temos de saber reconhecer quais os caminhos que devemos seguir: aqueles que mantêm o interesse dos mais pequenos ou aqueles que consideramos pertinentes. No fundo, todos são pertinentes, mas nem todos os têm como o centro. Este envolvimento claro, leva-nos a criar formas de estar nas nossas práticas que tendem a valorizar os espaços, não como cenários de aprendizagem, mas como pistas de corrida para alcançar o desejado final de ano c...

Rui disseram-me: As crianças são o futuro!

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Quando hoje começaram a chegar, vinham com um sorriso de orelha a orelha, ansiosos por mais um dia de brincar. Mas hoje, o dia era diferente (dizem os entendidos ou aqueles que se lembram do brincar e das crianças neste dia!) Os sorrisos rasgados vinham a toda a pressa, entravam na sala acompanhados de um bom dia e de um abraço quente, cheio de saudades, cheio de afeto e de sentir que queremos estar todos aqui, juntos. Ainda ontem aqui estivemos, mas estes abraços renovam este sentimento diariamente e não os podemos desvalorizar. São sinceros. Vem um e logo depois outro. Entram e espalham-se pela sala a fazer o que nós chamamos brincar, aquilo que deveríamos valorizar hoje, no dia das Criança e nos restantes dias do ano. Aquelas pequenas mãos agarram legos, quantos conseguem, outros até caem, porque a carga passou o limite de carga. Aquelas mãos que me abraçaram, aqueles braços que me apertaram são agora os braços e as mãos que constroem e tentam, a todo o custo, tornar real o que imag...

Na Educação de Infância: eu, os outros e as redes sociais.

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Hoje em dia as práticas que assumimos nas salas, tendem a refletir os nossos princípios, as nossas formas de estar perante a educação e as prioridades enquanto Educadores de Infância. Vivem-se momentos intensos enquanto sala, planeados, especificamente para as crianças que estão diante de nós. Essa preocupação revelada nas planificações, ou no tempo que se dá às crianças para participar na mesma, demonstra a nossa capacidade de olhar para cada uma e para o grupo, como elementos que participam naquilo a que chamamos Educação, principalmente, a sua própria educação. Torná-los participativos?  Só até onde nos sentimos seguros,  As oportunidades que acabamos por pensar tendem a beneficiar as observações realizadas, as tentativas, o crescimento e os sonhos de cada um, afinal, ser educador é isso, é permitir que as crianças continuem a usufruir de momentos unicamente construídos para eles. Centramo-nos no eu profissional, na sala, na MINHA prática, e acabamos, muitas vezes, por esqu...

Paredes museu: paredes intocáveis, paredes que não falam.

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As paredes falam, diz-se por aí. E, ao se fazer tal afirmação, é possível observar no espelho que se tornam das práticas que se assumem nas salas de Educação de Infância. De facto, estas paredes museu não falam, não revelam os interesses das crianças, as suas dificuldades ultrapassadas e não se permite que sejam tocadas. São paredes de ouro, apenas para serem observadas, admiradas pelo brilho que ilumina o ego dos adultos. Refletir nas paredes museu , é refletir no que se pretende transmitir quando se entra numa sala. De facto, essas paredes tornam-se mudas, ou melhor, tornam o ser participativo das crianças mudo, ignorado pelo embelezamento e pelo encanto dos adultos em tornar aqueles expositores obras de arte pensadas pelos adultos, concretizadas, na maioria, pelos adultos e, por vezes, até corrigidas pelos adultos. O que se valoriza afinal? Paredes cheias…. de nada. Que respeito temos pelas crianças que estão à nossa frente? Nenhum. Qual é o valor que as paredes museu...

No dia do Jardim de Infância que se valorize a Infância

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Mais um dia para comemorar. Mas, se assim o é, que o saibamos aproveitar de facto, esperando que hoje não tenham havido lembranças construídas pelas crianças.  Que as lembranças construídas tenham sido momentos únicos e não objetos físicos, que tenham sido as memórias em torno dos seus interesses e não dos interesses dos medi a ou de um consumismo sem medida. Mas se hoje é o apelidado dia do Jardim de infância, alarguemo-lo e tornemo-lo o dia da Educação de Infância. Com isto, saibamos aproveitá-lo como uma medida de sensibilização, de modo a que se entenda porque é importante viver a Educação de Infância. Saibamos justificar e valorizar o que fazemos, tornando este dia algo que nos une, algo que, mais do que enunciarmos a nossa escola, valorizamos o que a Educação de Infância prioriza! Façamos algo que nos orgulhe de ser Educadores de Infância, Assistentes operacionais, Profissionais de Educação. Diariamente recebemos o futuro, fazemos viver o presente, conscientes, ou não, de que...

Uma semana depois do regresso…

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Uma semana depois do regresso… A ansiedade para regressar, sentida por pais, por educadores e, talvez, por crianças era muita. A necessidade de voltar a uma suposta normalidade, à escola, às relações, aos afetos escolares, às aprendizagens, mas, acima de tudo, a necessidade de voltar a brincar e a promover a atividade física era urgente. Que efeito provocou este confinamento nos mais novos? Que cuidados tivemos, e continuamos a ter, quando os recebemos? O que promover neste regresso? … Eram muitas as questões que nos inquietavam. Eram muitos os anseios e receios vividos, mas o importante, era estarmos conscientes de que teríamos um papel fundamental no regresso, no acolhimento. Segunda-feira, as portas das escolas abriram-se. De mão dada com os pais, aproximavam-se do portão da escola. Os pais, ansiosos, permaneciam no exterior sem poder acompanhar os mais pequenos até à sala. Os abraços foram mais demorados, os beijos não terminavam, mas mesmo assim, tentavam a todo custo transmitir c...

Amanhã seremos construtores de memórias.

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Amanhã voltamos… Amanhã voltamos, construtores de memórias As escolas abrem e estaremos ansiosos por receber cada criança. Ansiosos, receosos, por não sabermos bem o que aí vem, o que nos espera. Sabemos que virão ansiosos por voltarem a estar juntos.  Felizes por se verem fora do computador.  Alegres por poderem sair de casa e voltar a criar relações com os outros. Abriremos os braços e acolheremos cada um deles de um modo caloroso, como sempre o fizemos. Faremos do dia de amanhã, como se fosse o primeiro dia de escola: cheio de afeto, cheio de calor humano, cheio de novidades para contar. Possivelmente haverá lágrimas, já não estamos juntos há dois meses, e isso pesa. A saudade que cada um sente, à sua maneira, da sua forma, manifestar-se-á e transformar-se-á de acordo com a sua capacidade de se exprimir, uns mais efusivamente, outros mais contidos. Mas, seja qual for a forma que escolherem, acolheremos cada um, de modo a acalmar as respirações aceleradas, de modo a acalmar ...

Mãe, é agora que podes brincar?

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Estar presente, como temos estado, não é sinal de disponibilidade e de presença para o que realmente queremos. Entramos numa fase de apostas, todos dizem o que acham, o que consideram pertinente, e opinem sem sequer conhecer a educação. Entramos nas casas de cada aluno, todos os dias, mas confirmamos que o confinamento traz inúmeras desvantagens. Ainda assim, continuamos a promover momentos que se tornam completamente afastados das famílias, completamente afastados das crianças. Tivemos oportunidade de as conhecer até ao momento em que entramos, novamente, em confinamento. Mas a ânsia de não os querer largar, faz-nos esquecer as verdadeiras prioridades. Em casa, os pais estão sujeitos a pressões, de tal forma, que se tornam verdadeiros malabaristas na gestão do tempo familiar e profissional. A família não pode ficar para segundo lugar, o trabalho não pode deixar de ser feito. Mas ainda assim, e tendo como exemplo o primeiro confinamento, insistimos em preencher os tempos familiares, em...

Vende-se: intencionalidade educativa e/ou projetos! MP

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Hoje decidi abrir as caixas que guardo no sótão. Decidi tirar cada folha, cada manual, que ali guardo miraculosamente, porque preciso de encontrar espaço livre e de lhes dar alguma rentabilidade. Apesar de serem materiais que guardei e preparei com todo o cuidado para as crianças da minha sala, decidi torná-las públicas e partilhá-las. Partilhá-las não, vendê-las, que os tempos estão difíceis para todos e gastei tempo a preparar todos estes documentos. São verdadeiras obras pedagógicas, que resultaram do meu estudo, das minhas formações e da construção e adequação constante às crianças da minha sala. Continuo a valorizar o que dizem, o que fazem e tenho a intenção de tornar o meu trabalho um reflexo do que elas necessitam. Posto isto, após muita observação e valorização das crianças, pus mãos à obra e, estes projetos, são reflexo da minha intencionalidade, são reflexo do meu empenho na minha profissão, são reflexo de que, antes de os aplicar, tive de observar e de planear, e após a sua...