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A mostrar mensagens com a etiqueta educação parental

Calças rotas, joelhos esfolados, mas de sorriso no rosto!

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A rua tem sido uma aventura, mesmo quando nem todos entendem o seu verdadeiro significado para as crianças. Quando a rua se torna um espaço de aventura e os adultos o permitem, de facto,  as idas à rua tornam-se únicas, especiais, diferentes a cada dia que passa, mesmo que o espaço seja o mesmo, a imaginação e a criatividade de cada um, de cada criança, torna esse mesmo espaço exterior único, um palco de vivências Por entre espadas e tubarões, princesas e dragões, fogueiras e fogões, não há limites para a criatividade, para a aventura. Não há limites para o brincar. É um momento único, em que apenas sabemos onde inicia, para onde vai, que caminho seguem, que cenários de brincadeira constroem, que mapas mentais elaboram só eles o sabem… nós, observamos, potencializamos e, mais do que tudo, valorizamos este tempo. Nestes tempos de correria, de cumprimento de horários, haverá melhor do que permitir que brinquem ao sabor do seu tempo?  Haverá melhor tempo na planificação do que as...

Grupos de WhatsApp de pais, um obstáculo ou uma potencialidade?

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É sabido que, anualmente, surgem grupos de WhatsApp que tendem a ser uma forma de comunicação entre pais dos grupos de escola. Com que propósito surgem? Surgem, acima de tudo, para evitar o fosso da comunicação entre eles e entre a escola. No entanto, estes grupos perdem-se em significados e problemáticas que tantas vezes afetam o funcionamento das salas ou das próprias escolas. A questão que se coloca é, estes grupos são de facto uma potencialidade ou um obstáculo? Habituamo-nos ao imediato, ao ter as respostas no momento, a expor situações que surgem e a recolher o maior número de opiniões que valorizam e/ou validam comportamentos. No entanto, estes grupos tornam-se, tantas vezes formas de criar quezílias com quem está diariamente com os alunos em sala, tornam-se em guerras familiares sem se entender bem porque surgem. O que se pretende com os grupos que funcionam como obstáculo? Nada! É preferível não existirem. Há, também, os grupos que se tornam, realmente, grupos que promovem a p...

Amanhã seremos construtores de memórias.

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Amanhã voltamos… Amanhã voltamos, construtores de memórias As escolas abrem e estaremos ansiosos por receber cada criança. Ansiosos, receosos, por não sabermos bem o que aí vem, o que nos espera. Sabemos que virão ansiosos por voltarem a estar juntos.  Felizes por se verem fora do computador.  Alegres por poderem sair de casa e voltar a criar relações com os outros. Abriremos os braços e acolheremos cada um deles de um modo caloroso, como sempre o fizemos. Faremos do dia de amanhã, como se fosse o primeiro dia de escola: cheio de afeto, cheio de calor humano, cheio de novidades para contar. Possivelmente haverá lágrimas, já não estamos juntos há dois meses, e isso pesa. A saudade que cada um sente, à sua maneira, da sua forma, manifestar-se-á e transformar-se-á de acordo com a sua capacidade de se exprimir, uns mais efusivamente, outros mais contidos. Mas, seja qual for a forma que escolherem, acolheremos cada um, de modo a acalmar as respirações aceleradas, de modo a acalmar ...

Empenhados em fazer Educação de Infância… à distância.

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Repetimos o cenário. Voltamos a agir à distância, tal como fizemos há um ano atrás. O que corrigimos?  O que mudamos?  Ao que nos desafiamos desde então? Mais uma vez voltamos a estar em frente ao computador para criar dinâmicas, sugestões, atividades pensadas (o que lhe queiram chamar), unicamente e exclusivamente, ou então não, para o grupo que temos à nossa responsabilidade. O desafio é enorme, mas mais do que carregarmos emails com as ditas propostas, torna-se urgente refletir no que estamos a fazer e na forma como estamos a chegar às famílias. Presencialmente, afirmamos: a nossa prioridade recai sobre o superior interesse das crianças. Presencialmente, afirmamos: a nossa prioridade é permitir que eles construam relações, que vivam os afetos e aprendam a lidar com eles. Sabendo que, neste momento, não estamos em formato presencial, esquecemo-nos destas premissas que definimos para a Educação de Infância.  Substituímos as relações e os afetos por folhas, por ...

Ser educador de infância/professor que inspira os seus alunos

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O tempo que se avizinha é, em tudo, semelhante ao que já vivemos no ano passado. O teletrabalho ganha, novamente, maior força. As famílias passam mais horas juntas e passam a partilhar o mesmo espaço durante mais tempo. As crianças, mais dependentes, permanecem junto dos seus cuidadores, dos pais, com a necessidade de maior atenção. Os níveis de stress aumenta nos pais, por não conseguirem realizar o seu trabalho como deveriam. As crianças ficam demasiado ansiosas, as chamadas de atenção tornam-se constantes e as birras mais frequentes. Torna-se o reviver de um cenário e de um guião que parece que já foi escrito e que nos limitamos a repeti-lo. As escolas fecharam e mesmo à distância, há laços que não se podem perder, há relações que não podem desvanecer. Centremo-nos no que importa, ultrapassar este cenário da melhor forma, olhando para ele de um modo positivo e com a responsabilidade merecida. Vamos olhar para a nossa responsabilidade civil como um modo de agir e não se sermos negaci...

Vamos ser (educadores) influencers?

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Os tempos não têm sido fáceis.  Andamos cansados e fartos de utilizar máscaras, de viver distanciados e preocupados com o nosso futuro. Mas, mais do que com o nosso futuro, andamos preocupados com o futuro dos mais pequenos que estão a viver uma infância completamente diferente daquela que seria de esperar. É certo que vamos reconhecendo que estes pequenos são seres capazes de criar, de se envolver, de se interessarem pelo seu crescimento e pelas aprendizagens que vão surgindo. São interessados em desenvolver as suas brincadeiras, de construir planos mentais e torná-los reais!  Mas, onde ficamos nós no meio tudo isto?  As práticas (enquanto educadores, professores) tenderam a valorizar o espaço exterior, tenderam a reconhecer, ou não, as suas potencialidades e quase se tornaram moda. Embora seja uma moda com muito sentido, não poderemos deixar de refletir nas oportunidades que continuamos obrigados a proporcionar, mesmo além portas. Não nos podemos limitar a seguir um reb...

A mãe trabalha no computador. É professora!

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  Nestes dias tudo se reinventou, reformulou, readaptou… e poderia continuar a utilizar verbos com o prefixo  re … porque de facto, foram, e são, tempos diferentes daqueles a que estamos habituados, Estamos em épocas festivas, em que a vida se transforma, se renova.  Quão próximo isto se encontra das nossa práticas...  Aquelas práticas a que estávamos aprisionados, ou até acorrentados, caíram por terra. E tudo o que este vírus nos vem mostrar, é que tínhamos de mudar as prioridades e tornar as nossas práticas, realmente, direcionadas ao que interessa, os alunos.  É um facto, bastante pertinente, que fomos capazes de nos adequar a esta “ estranha forma de vida ”, marchamos de cravos vermelhos em punho para mostrar a revolução que a educação esteve, está e estará sujeita. Esta mudança repentina e tirou-nos o chão, abanou-nos e tornou-nos pouco confiantes do  modus operanti  em que tudo iria decorrer. O computador começou a ser o nosso qua...

Estive doente em casa! Tomei o remédio cor de laranja, mas vim à escola!

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A febre, esse maldito estado, que faz com que os pequenos fiquem prostrados, sem vontade de se mexer, sem vontade de estar na escola  e que a todos atinge. De manhã, é dado o recado: “Passou bem a noite, está tudo bem!”. Com o passar do dia, ou logo pela manhã, vamos verificando no olhar, nas atitudes, que algo se passa.  Já os conhecemos, minimamente, para reconhecer que algo não está bem! Ao longo do dia procuram-nos para os abraçar, para se aninharem a nós, ou, simplesmente, para se agarrarem às nossas pernas.  Além de momentos de afeto, procuram chamar-nos a atenção para o seu estado, tentando nos mostrar  que algo não está bem.  O nosso instinto, o nosso conhecimento acerca do grupo, acerca de cada criança, já nos permitiu tirar algumas conclusões: não estão mesmo bem...   Os pais deixaram os filhos na escola logo pela manhã e, sem referir, sequer, que a criança não passou bem a noite, seguem o caminho como se nada fosse.  ...

E com os pais, que relação estabelecemos? Aliás, que relação queremos estabelecer?

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O 2º período iniciou.  As férias já ficaram para trás e, para alguns, o regresso à escola faz-se a conta gotas. Ao início do dia, o choro é recorrente e os abraços são a melhor forma de confortar estes pequenos. O tempo de férias fez com que se tivessem esquecido da rotina, com que se habituassem a uma rotina diferente daquela a que estavam a seguir. Nós, educadores, volltamos em força, com o objetivo de promover momentos de respeito, escuta e bem-estar!  Mas, deixar para trás o 1º período, é sinónimo de refletir no que fizemos, no tempo que dedicamos a cada criança, ao grupo, às colegas, aos pais. São reflexões que, por vezes, ficam esquecidas, mas que, deveriam surgir, não apenas no final do período mas, diariamente.  Esta nossa reflexão leva a que, educadores, auxiliares, professores,... melhorem as respostas que se dão a cada um dos intervenientes. São reflexões importantes que nos fazem crescer profissionalmente. Mas, mais uma vez se refere, nem sempre e...