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Uma semana depois do regresso…

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Uma semana depois do regresso… A ansiedade para regressar, sentida por pais, por educadores e, talvez, por crianças era muita. A necessidade de voltar a uma suposta normalidade, à escola, às relações, aos afetos escolares, às aprendizagens, mas, acima de tudo, a necessidade de voltar a brincar e a promover a atividade física era urgente. Que efeito provocou este confinamento nos mais novos? Que cuidados tivemos, e continuamos a ter, quando os recebemos? O que promover neste regresso? … Eram muitas as questões que nos inquietavam. Eram muitos os anseios e receios vividos, mas o importante, era estarmos conscientes de que teríamos um papel fundamental no regresso, no acolhimento. Segunda-feira, as portas das escolas abriram-se. De mão dada com os pais, aproximavam-se do portão da escola. Os pais, ansiosos, permaneciam no exterior sem poder acompanhar os mais pequenos até à sala. Os abraços foram mais demorados, os beijos não terminavam, mas mesmo assim, tentavam a todo custo transmitir c...

Mãe, é agora que podes brincar?

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Estar presente, como temos estado, não é sinal de disponibilidade e de presença para o que realmente queremos. Entramos numa fase de apostas, todos dizem o que acham, o que consideram pertinente, e opinem sem sequer conhecer a educação. Entramos nas casas de cada aluno, todos os dias, mas confirmamos que o confinamento traz inúmeras desvantagens. Ainda assim, continuamos a promover momentos que se tornam completamente afastados das famílias, completamente afastados das crianças. Tivemos oportunidade de as conhecer até ao momento em que entramos, novamente, em confinamento. Mas a ânsia de não os querer largar, faz-nos esquecer as verdadeiras prioridades. Em casa, os pais estão sujeitos a pressões, de tal forma, que se tornam verdadeiros malabaristas na gestão do tempo familiar e profissional. A família não pode ficar para segundo lugar, o trabalho não pode deixar de ser feito. Mas ainda assim, e tendo como exemplo o primeiro confinamento, insistimos em preencher os tempos familiares, em...

Ser educador de infância/professor que inspira os seus alunos

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O tempo que se avizinha é, em tudo, semelhante ao que já vivemos no ano passado. O teletrabalho ganha, novamente, maior força. As famílias passam mais horas juntas e passam a partilhar o mesmo espaço durante mais tempo. As crianças, mais dependentes, permanecem junto dos seus cuidadores, dos pais, com a necessidade de maior atenção. Os níveis de stress aumenta nos pais, por não conseguirem realizar o seu trabalho como deveriam. As crianças ficam demasiado ansiosas, as chamadas de atenção tornam-se constantes e as birras mais frequentes. Torna-se o reviver de um cenário e de um guião que parece que já foi escrito e que nos limitamos a repeti-lo. As escolas fecharam e mesmo à distância, há laços que não se podem perder, há relações que não podem desvanecer. Centremo-nos no que importa, ultrapassar este cenário da melhor forma, olhando para ele de um modo positivo e com a responsabilidade merecida. Vamos olhar para a nossa responsabilidade civil como um modo de agir e não se sermos negaci...

Vamos regressar, e agora?

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De mochila nas mãos e com os seus pequenos ao colo, ou pela mão, lá vão eles regressar.  Com todos os cuidados necessários e exigidos, mudam-se os sapatos e talvez algumas peças de roupa. Ansiosos, inseguros os pais, e com receio de tudo o que possa acontecer e deste novo funcionamento, encaminham-se para os locais destinados à receção das crianças. As crianças sobem-lhes pelos braços e são recebidos por alguém de referência, ou não, de sorriso coberto e também ele receoso.  Os braços erguem-se na direção das crianças e pretende-se que cada gesto seja confiante, seguro e tranquilizante para as elas. No entanto, as palavras trémulas dos pais, despontam alguma desconfiança e necessidade de saber que tudo ficará bem.  Quem os acolhe recebe-os da melhor forma que consegue e, mesmo de rosto tapado, o espírito de receção continua caloroso, afetivo, apesar de não ser possível de o verificar através do rosto. Os olhos tornam-se a melhor forma de expressar esse calo...

A mãe trabalha no computador. É professora!

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  Nestes dias tudo se reinventou, reformulou, readaptou… e poderia continuar a utilizar verbos com o prefixo  re … porque de facto, foram, e são, tempos diferentes daqueles a que estamos habituados, Estamos em épocas festivas, em que a vida se transforma, se renova.  Quão próximo isto se encontra das nossa práticas...  Aquelas práticas a que estávamos aprisionados, ou até acorrentados, caíram por terra. E tudo o que este vírus nos vem mostrar, é que tínhamos de mudar as prioridades e tornar as nossas práticas, realmente, direcionadas ao que interessa, os alunos.  É um facto, bastante pertinente, que fomos capazes de nos adequar a esta “ estranha forma de vida ”, marchamos de cravos vermelhos em punho para mostrar a revolução que a educação esteve, está e estará sujeita. Esta mudança repentina e tirou-nos o chão, abanou-nos e tornou-nos pouco confiantes do  modus operanti  em que tudo iria decorrer. O computador começou a ser o nosso qua...

Quanto tudo isto terminar…

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Quanto tudo isto terminar, parecerá que acordamos de um pesadelo.  Quando tudo isto terminar, olharemos para o tempo em que a liberdade nos foi tirada, em que as casas se tornaram verdadeiras prisões, bunkers , protegendo quem neles se abrigam.  Quando tudo isto terminar, reconheceremos a importância das relações, da família e de tudo o que deixamos passar na vida. Reconheceremos que tudo o que guardámos, que tudo o que temos é fútil…vamos aprender a valorizar o que é para valorizar! Quando isto terminar, vamo-nos recordar do quanto o abraço, o beijo e a presença nos fizeram falta. Faremos relembrar o real significado da palavra saudade, para com aqueles que gostamos, que amamos e que, tendo em conta a situação, nos impede a aproximação. Lembrar-nos-emos da saudade.  Quando tudo isto terminar, tornar-nos-emos conscientes de que somos todos iguais, sem distinção de raças, de poder económico, de ideais políticos, de religião, de sexo,… somos seres humanos...

A nossa casa é (...) a sala de aula.

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Estamos a viver um estado que nunca imaginamos viver. Estamos confinados aos poucos metros que as nossas casa têm. Estamos enclausurados no nosso próprio espaço, sem poder sair ou, sequer, sentir o sol no nosso corpo. Estamos, simplesmente, a reaprender a conviver, a dar tempo à família, aos filhos e aqueles de quem mais gostamos. Os contactos tornam-se constantes e as videochamadas uma necessidade. Somos feitos de relações e é isso que nos faz seres, é isso que nos faz e nos ajuda a crescer. De facto, não somos seres individuais, somos indivíduos que partilham, que se dão, que recebe, que abraçam, que vivem, que amam, que medeiam, que se relacionam. Somos aqueles que precisam de estar com o outro e para outro. O tempo de família é outro, estamos fechados e com os filhos acabam por surgir atividades que lhes preencham o dia, porque será, certamente, um tempo de pôr os nervos em franja a muitos pais. As pilhas não se gastam, a energia não termina e o tempo ...

A covid revela o melhor e o pior do ser humano.

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Estes dias têm sido de loucura. Andamos ao sabor de uma pandemia, ao sabor do que vemos e ouvimos através dos media . Tornamo-nos uma verdadeira debandada que anda de lá para cá e de cá para lá, movida pelo medo e pela incerteza. Tornamos o Cuquedo no verdadeiro monstro e espelhamos nele os nossos maiores receios! Mas, neste tempo de isolamento social, de quarentena, há muito a aprender, há muito a refletir e há muitos exemplos a dar aos mais pequenos. Até estes dias, incentivava as brincadeiras ao ar livre, como forma de aprendizagem, como forma de relação, de crescimento, de aventura, de risco. No entanto, agora, o incentivo é contrário. Mantenham-se em casa e mostrem aos mais pequenos uma forma de estar, diferente daquela que sempre tivemos. Ensinem-lhes a respeitar o outro, a viver a família, a viver a solidariedade, a viver o sentido de sociedade. É verdade que os exemplos nem sempre são os melhores e que, em época de pandemia, ou de sobrevivência, most...