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Brincar e o desenvolvimento Cerebral

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As  descrições de práticas na Educação de Infância afastadas do que realmente importa, continuam a surgir de forma incessante. Por incrível que pareça, continua-se a insistir em práticas que valorizam os tracejados, os números, as letras… tudo o que os afasta de ser crianças.  Por incrível que pareça, continua a existir a urgência de refletir acerca do brincar.   Reconhecer a importância que o brincar assume no desenvolvimento integral das crianças, é refletir na necessidade de construção de uma boa estrutura educativa, que deve ser centrada nas oportunidades, vivências, desafios e ambientes positivos e estimulantes. Acima de tudo, é permitir dar-lhes tempo para fazerem o melhor que sabem: brincar. Mas é preciso dar tempo! Os caminhos que se constroem durante o processo do brincar, vivem, de um modo direto, o processo de aprendizagem. Inevitavelmente, brincar é um processo que nos transporta para o conceito de adaptação e de evolução da espécie, sendo evidente a nece...

Calças rotas, joelhos esfolados, mas de sorriso no rosto!

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A rua tem sido uma aventura, mesmo quando nem todos entendem o seu verdadeiro significado para as crianças. Quando a rua se torna um espaço de aventura e os adultos o permitem, de facto,  as idas à rua tornam-se únicas, especiais, diferentes a cada dia que passa, mesmo que o espaço seja o mesmo, a imaginação e a criatividade de cada um, de cada criança, torna esse mesmo espaço exterior único, um palco de vivências Por entre espadas e tubarões, princesas e dragões, fogueiras e fogões, não há limites para a criatividade, para a aventura. Não há limites para o brincar. É um momento único, em que apenas sabemos onde inicia, para onde vai, que caminho seguem, que cenários de brincadeira constroem, que mapas mentais elaboram só eles o sabem… nós, observamos, potencializamos e, mais do que tudo, valorizamos este tempo. Nestes tempos de correria, de cumprimento de horários, haverá melhor do que permitir que brinquem ao sabor do seu tempo?  Haverá melhor tempo na planificação do que as...

Eles não podem passar a vida a desenhar pandas. E as letras?

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Se ainda agora estávamos a iniciar o 3º período, já vemos o fim do ano a aproximar-se a passos largos e…. tanto ficou por fazer. O sentimento que nos começa a invadir, de não se ter concretizado tudo o que queríamos, leva-nos a entrar numa batalha contra o tempo, em que as prioridades se vão centrando no que se vai enviar para casa, nas vivências que se queriam proporcionar e não se criaram, basicamente, nos planeamentos centrados no adulto e não nas crianças. Mesmo que, tenham surgido propostas das crianças que nem sempre se tornam de fácil concretização, temos de saber reconhecer quais os caminhos que devemos seguir: aqueles que mantêm o interesse dos mais pequenos ou aqueles que consideramos pertinentes. No fundo, todos são pertinentes, mas nem todos os têm como o centro. Este envolvimento claro, leva-nos a criar formas de estar nas nossas práticas que tendem a valorizar os espaços, não como cenários de aprendizagem, mas como pistas de corrida para alcançar o desejado final de ano c...

Paredes museu: paredes intocáveis, paredes que não falam.

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As paredes falam, diz-se por aí. E, ao se fazer tal afirmação, é possível observar no espelho que se tornam das práticas que se assumem nas salas de Educação de Infância. De facto, estas paredes museu não falam, não revelam os interesses das crianças, as suas dificuldades ultrapassadas e não se permite que sejam tocadas. São paredes de ouro, apenas para serem observadas, admiradas pelo brilho que ilumina o ego dos adultos. Refletir nas paredes museu , é refletir no que se pretende transmitir quando se entra numa sala. De facto, essas paredes tornam-se mudas, ou melhor, tornam o ser participativo das crianças mudo, ignorado pelo embelezamento e pelo encanto dos adultos em tornar aqueles expositores obras de arte pensadas pelos adultos, concretizadas, na maioria, pelos adultos e, por vezes, até corrigidas pelos adultos. O que se valoriza afinal? Paredes cheias…. de nada. Que respeito temos pelas crianças que estão à nossa frente? Nenhum. Qual é o valor que as paredes museu...

No dia do Jardim de Infância que se valorize a Infância

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Mais um dia para comemorar. Mas, se assim o é, que o saibamos aproveitar de facto, esperando que hoje não tenham havido lembranças construídas pelas crianças.  Que as lembranças construídas tenham sido momentos únicos e não objetos físicos, que tenham sido as memórias em torno dos seus interesses e não dos interesses dos medi a ou de um consumismo sem medida. Mas se hoje é o apelidado dia do Jardim de infância, alarguemo-lo e tornemo-lo o dia da Educação de Infância. Com isto, saibamos aproveitá-lo como uma medida de sensibilização, de modo a que se entenda porque é importante viver a Educação de Infância. Saibamos justificar e valorizar o que fazemos, tornando este dia algo que nos une, algo que, mais do que enunciarmos a nossa escola, valorizamos o que a Educação de Infância prioriza! Façamos algo que nos orgulhe de ser Educadores de Infância, Assistentes operacionais, Profissionais de Educação. Diariamente recebemos o futuro, fazemos viver o presente, conscientes, ou não, de que...

Ser educador de infância/professor que inspira os seus alunos

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O tempo que se avizinha é, em tudo, semelhante ao que já vivemos no ano passado. O teletrabalho ganha, novamente, maior força. As famílias passam mais horas juntas e passam a partilhar o mesmo espaço durante mais tempo. As crianças, mais dependentes, permanecem junto dos seus cuidadores, dos pais, com a necessidade de maior atenção. Os níveis de stress aumenta nos pais, por não conseguirem realizar o seu trabalho como deveriam. As crianças ficam demasiado ansiosas, as chamadas de atenção tornam-se constantes e as birras mais frequentes. Torna-se o reviver de um cenário e de um guião que parece que já foi escrito e que nos limitamos a repeti-lo. As escolas fecharam e mesmo à distância, há laços que não se podem perder, há relações que não podem desvanecer. Centremo-nos no que importa, ultrapassar este cenário da melhor forma, olhando para ele de um modo positivo e com a responsabilidade merecida. Vamos olhar para a nossa responsabilidade civil como um modo de agir e não se sermos negaci...

Que se faça um minuto de silêncio, em memória da educação

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Apesar do frio ter voltado, a rua continua a ser um ótimo espaço de brincadeira. O céu mantém-se azul, as nuvens correm perdidas pelo céu e, sem se aperceberem, por cima das cabeças pairam nuvens cheias de imaginação e criatividade.  Já alguma vez se deitaram no chão a olhar as nuvens a imaginar a que forma se assemelham?  Sem material preparado, só o chão como suporte e o céu como limite, cria-se uma oportunidade de brincar com a mente, de fazer cócegas à imaginação, de libertar a criatividade.  Deitados, ou em pé, cada um imagina e cria como quer, como lhe apetece, como necessita.  Soa, simplesmente, a um momento de tranquilidade, de equilíbrio, de relaxamento, de atenção e concentração, com tantas outras competências possíveis de explorar,... Deitem-se e olhem o céu.  Quantos de nós, saem do seu alto pedestal e se deitam junto deles, no chão? Quantos abandonam uma figura vertical e se tornam exemplos de diversidade, de criação, imagin...