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Os professores não são mártires, não são marionetas

A cada ano que passa veem-se as mesmas notícias de jornais que, ciclicamente, surgem com questões bastante pertinentes de reflexão para a infância e para a educação, de um modo geral. Nesses momentos as partilhas das notícias são constantes, os comentários de indignação não param, as discussões elevam-se e, bem lá no fundo, fazem alguém pensar no assunto, nem que seja por meros minutos.
Passa o tempo, passam as modas e tudo volta ao normal. As crianças ficam fechadas nas salas, as crianças passam n tempo nas escolas, as crianças não brincam na rua, as comidas do refeitório não têm qualidade, as agressões aos professores continuam, as agressões aos alunos ganham ênfase, a revolta, interesse e discussão, morrem depressa, levando a que sejamos ovelhas que se debatem com o assunto quando assim o pastor (os media) assim o entende.
A capacidade da sociedade de pensar vai muito além dos jornais, da TV, da jnternet, ou pelo menos, deveria ir. Somos uma sociedade manipulada pelos meios de comuni…

Desculpem-nos, mas é tudo uma questão pontual!

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Hoje foi mais um dia de trabalho. À entrada da escola os sorrisos aguardavam-me, os abraços revigoravam-me e enchiam-me da energia que faltava para aguentar mais um dia de trabalho.
Na sala de professores o café aquecia-nos antes de entrar na sala. As conversas que existiam rondavam o cansaço docente, as burocracias, a falta de pessoal nas escolas e, mais uma vez, as agressões a professores e a alunos. Opinião após opinião, receios após receios, revelam as preocupações na idade avançada que já levam e, apesar de amarem a profissão que abraçaram, o cansaço começa a tomar-lhes o corpo. Alguém dizia, como me conseguirei aguentar até à idade da reforma se diariamente já tomo 10 comprimidos para conseguir ensinar os alunos?
As lágrimas, em alguns casos, tornam-se frequentes, reflexo de cansaço, desprezo e desvalorização pela profissão. Mas toda a conversa, desabafos e anseios são interrompidos pelo soar trémulo da campainha.
Levantam-se e carregados das suas malas, das suas palavras e dos seus…

Tanto há a aprender com a Educação Pré-Escolar!

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Já pararam para pensar e para observar a educação de infância?
Já se dignaram a experimentar a refletir acerca da prática e da valorização da infância?
Já experimentaram compreender a educação de infância e torná-la prática noutras disciplinas ou noutros grupos de docência?
Provavelmente, não.  Seria tão importante que reconhecessem a importância da educação de infância, seria fundamental reconhecer as práticas como uma potencialidade de trabalho que responde às necessidades e adequações necessárias de cada criança…
“No pré-escolar estão sempre a brincar e não se podem esquecer, há currículos e programas a seguir!”
Mas que grande verdade, o pré-escolar, ainda, não tem um currículo definido como nos restantes ciclos (felizmente!). É mais fácil? Pelo contrário, os educadores tornam-se verdadeiros observadores do grupo que têm à sua responsabilidade, estabelecem prioridades que tendem a responder às necessidades específicas de cada criança, tornando então o currículo único, específico de…

Tudo isto existe, tudo isto é triste, tudo isto é fado!

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Mas que raio de modas são estas que vão surgindo, em que todos querem mudar a educação? Mas ela não está bem, não???
É assim que se faz a educação, entre quatro paredes. Que moda esta de valorizar a rua, de a ver como um potencial para o desenvolvimento das crianças. Que esta moda que caia em desuso depressa, porque estaremos a criar crianças que não sabem estar em sala... Por ventura será a rua um meio para desenvolver a concentração, a motivação, a socialização, e qualquer área do saber?! Não é na rua que aprendem as regras e muito menos os grafismos, tão importantes para a transição para o 1 ciclo.
Que raio de moda esta, que de um momento para o outro os educadores têm de deixar as salas e valorizar o espaço exterior, onde as crianças se batem, correm sem parar, sobem às árvores e pior de tudo, sujam-se. Que justificação teremos de dar aos pais para toda a sujidade que carregam, para as feridas que levam, para as roupas rasgadas?
De um momento para o outro, todos se lembraram de dizer…

Esqueçam a rua e tudo o que ela contém!

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Que ano será este que se aproxima a passos largos?
Com a chegada do mês de setembro, as férias foram ficando para trás e o tempo de escola aproxima-se, fazendo com que cada um viva de forma intensa cada momento. 
Ora se sentem os pais ansiosos, ora se sentem as crianças receosas, ora se sentem os educadores e auxiliares a renovarem expectativas para um novo ano. 
É o aproximar de mais um ano, em que as portas se abrem para receber todos os que fazem parte da educação, todos. 
As paredes vestem-se de cor, as planificações ganham forma, mesmo antes do ano começar, as ansiedades vão ganham cada vez mais terreno e, por fim, os primeiros contactos vão levando a que, de forma individual e única, se sinta a escola de um modo peculiar, de um modo seu, sem as palavras, “todos são assim”. 
Criam-se momentos de conversas individuais, vivem-se espaços de troca de informação, estabelecem-se pontes, estreitas, entre os dois contextos, casa e escola, procura-se acalmar e dar sentido ao que se faz, constr…

A educação é muito complicada, mas a falta dela é bem pior!

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Em tempo de férias, as situações que ocorrem à nossa volta, tornam-se, por vezes, momentos que nos chamam a atenção.

Na praia, no centro comercial, no restaurante, onde quer que seja, os olhos direccionam-se para choro e para birras e, os juízos de valor surgem de um modo, incrivelmente, fácil, levando a que se julgue, sem medida, os pais ou os cuidadores das crianças presentes naquele momento, ou não.
Quão embaraçoso se torna, quando todos olham para os pais, que a todo o custo, tentam passar despercebidos e tentam ultrapassar a situação de birra, sem que qualquer dedo lhe seja apontado?
Quão inconvenientes se tornam os olhares de repreensão para situações que levam os pais à vergonha, ou à dificuldade em gerir comportamentos com os filhos, ou não?
Quão absurdo se torna, quando de um modo tão simples se coloca em causa a educação, a capacidade e competência dos pais para educar os próprios filhos?
Os que assistem tornam-se verdadeiros treinadores de bancada, criando teorias mirabolantes…

Férias com pais, não são sinónimo de manuais.

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Os dias passam, para uns a conta-gotas, para outros a uma velocidade estrondosa.
Estar de férias é sinónimo de descanso, de tempo em família, praia, diversão, brincadeira e… treino! Quantas atividades interessantes para fazer nas férias e as escolhas recaem pelo treino!
Os meses de férias são muitos, como tal, não se pode permitir que sejam aproveitados “apenas” para brincar. Em época de férias, o tempo distribui-se da melhor forma possível para que seja aproveitado. Distribui-se em: família, horas para a praia, parques, campo,  ver TV, jogar no computador, ver vídeos nos tablets e telemóveis, ... No entanto, há, ainda, tempo designado para estarem sentados, há tempo para se estarem a preparar para o 1º ciclo, ou para outro ciclo qualquer. Há tempo para o treino!
Tempo de férias é sinónimo de correr aos hipermercados ou livrarias e comprar os melhores livros de fichas e grafismos que, segundo dizem, estão de acordo com as “Novas Orientações Curriculares para a Educação Pré-escolar” e, s…

"estive numa reunião de pais, (...) e fiquei chocada"

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Chegar ao final do ano e ter ainda de enfrentar as reuniões de pais, não é dose, é obrigação!

As reuniões de pais tornam-se um excelente meio de comunicar, de mostrar o que se pretende desenvolver ao longo do ano, o que se fez ou o que se fará.
As reuniões de pais tornam-se sinónimo de contacto com as famílias, de estabelecer relação, de conhecer e reconhecer, de valorizar cada um e o todo. É o espaço ideal para se provocar e desafiar ao envolvimento integral ao longo do ano. 
Mas, a sua preparação, envolve tanto tempo, tanta dedicação, tanto cansaço, torna-se um momento de incerteza quanto às presenças, às reações, aos desabafos e às frustrações.
As reuniões de final  de ano levam a que, de forma antecipada, seja um momento onde surgem milhares de fotos que tendem a representar, projetos, descobertas, conquistas e desafios. Mas, certo é, que nem sempre se vivem as reuniões como um espaço de conversação amena e respeitada, nem sempre se olha para a reunião de final de ano de forma brand…