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Na Educação de Infância: eu, os outros e as redes sociais.

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Hoje em dia as práticas que assumimos nas salas, tendem a refletir os nossos princípios, as nossas formas de estar perante a educação e as prioridades enquanto Educadores de Infância. Vivem-se momentos intensos enquanto sala, planeados, especificamente para as crianças que estão diante de nós. Essa preocupação revelada nas planificações, ou no tempo que se dá às crianças para participar na mesma, demonstra a nossa capacidade de olhar para cada uma e para o grupo, como elementos que participam naquilo a que chamamos Educação, principalmente, a sua própria educação. Torná-los participativos?  Só até onde nos sentimos seguros,  As oportunidades que acabamos por pensar tendem a beneficiar as observações realizadas, as tentativas, o crescimento e os sonhos de cada um, afinal, ser educador é isso, é permitir que as crianças continuem a usufruir de momentos unicamente construídos para eles. Centramo-nos no eu profissional, na sala, na MINHA prática, e acabamos, muitas vezes, por esqu...

Paredes museu: paredes intocáveis, paredes que não falam.

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As paredes falam, diz-se por aí. E, ao se fazer tal afirmação, é possível observar no espelho que se tornam das práticas que se assumem nas salas de Educação de Infância. De facto, estas paredes museu não falam, não revelam os interesses das crianças, as suas dificuldades ultrapassadas e não se permite que sejam tocadas. São paredes de ouro, apenas para serem observadas, admiradas pelo brilho que ilumina o ego dos adultos. Refletir nas paredes museu , é refletir no que se pretende transmitir quando se entra numa sala. De facto, essas paredes tornam-se mudas, ou melhor, tornam o ser participativo das crianças mudo, ignorado pelo embelezamento e pelo encanto dos adultos em tornar aqueles expositores obras de arte pensadas pelos adultos, concretizadas, na maioria, pelos adultos e, por vezes, até corrigidas pelos adultos. O que se valoriza afinal? Paredes cheias…. de nada. Que respeito temos pelas crianças que estão à nossa frente? Nenhum. Qual é o valor que as paredes museu...

No dia do Jardim de Infância que se valorize a Infância

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Mais um dia para comemorar. Mas, se assim o é, que o saibamos aproveitar de facto, esperando que hoje não tenham havido lembranças construídas pelas crianças.  Que as lembranças construídas tenham sido momentos únicos e não objetos físicos, que tenham sido as memórias em torno dos seus interesses e não dos interesses dos medi a ou de um consumismo sem medida. Mas se hoje é o apelidado dia do Jardim de infância, alarguemo-lo e tornemo-lo o dia da Educação de Infância. Com isto, saibamos aproveitá-lo como uma medida de sensibilização, de modo a que se entenda porque é importante viver a Educação de Infância. Saibamos justificar e valorizar o que fazemos, tornando este dia algo que nos une, algo que, mais do que enunciarmos a nossa escola, valorizamos o que a Educação de Infância prioriza! Façamos algo que nos orgulhe de ser Educadores de Infância, Assistentes operacionais, Profissionais de Educação. Diariamente recebemos o futuro, fazemos viver o presente, conscientes, ou não, de que...

Uma semana depois do regresso…

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Uma semana depois do regresso… A ansiedade para regressar, sentida por pais, por educadores e, talvez, por crianças era muita. A necessidade de voltar a uma suposta normalidade, à escola, às relações, aos afetos escolares, às aprendizagens, mas, acima de tudo, a necessidade de voltar a brincar e a promover a atividade física era urgente. Que efeito provocou este confinamento nos mais novos? Que cuidados tivemos, e continuamos a ter, quando os recebemos? O que promover neste regresso? … Eram muitas as questões que nos inquietavam. Eram muitos os anseios e receios vividos, mas o importante, era estarmos conscientes de que teríamos um papel fundamental no regresso, no acolhimento. Segunda-feira, as portas das escolas abriram-se. De mão dada com os pais, aproximavam-se do portão da escola. Os pais, ansiosos, permaneciam no exterior sem poder acompanhar os mais pequenos até à sala. Os abraços foram mais demorados, os beijos não terminavam, mas mesmo assim, tentavam a todo custo transmitir c...

Amanhã seremos construtores de memórias.

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Amanhã voltamos… Amanhã voltamos, construtores de memórias As escolas abrem e estaremos ansiosos por receber cada criança. Ansiosos, receosos, por não sabermos bem o que aí vem, o que nos espera. Sabemos que virão ansiosos por voltarem a estar juntos.  Felizes por se verem fora do computador.  Alegres por poderem sair de casa e voltar a criar relações com os outros. Abriremos os braços e acolheremos cada um deles de um modo caloroso, como sempre o fizemos. Faremos do dia de amanhã, como se fosse o primeiro dia de escola: cheio de afeto, cheio de calor humano, cheio de novidades para contar. Possivelmente haverá lágrimas, já não estamos juntos há dois meses, e isso pesa. A saudade que cada um sente, à sua maneira, da sua forma, manifestar-se-á e transformar-se-á de acordo com a sua capacidade de se exprimir, uns mais efusivamente, outros mais contidos. Mas, seja qual for a forma que escolherem, acolheremos cada um, de modo a acalmar as respirações aceleradas, de modo a acalmar ...

Mãe, é agora que podes brincar?

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Estar presente, como temos estado, não é sinal de disponibilidade e de presença para o que realmente queremos. Entramos numa fase de apostas, todos dizem o que acham, o que consideram pertinente, e opinem sem sequer conhecer a educação. Entramos nas casas de cada aluno, todos os dias, mas confirmamos que o confinamento traz inúmeras desvantagens. Ainda assim, continuamos a promover momentos que se tornam completamente afastados das famílias, completamente afastados das crianças. Tivemos oportunidade de as conhecer até ao momento em que entramos, novamente, em confinamento. Mas a ânsia de não os querer largar, faz-nos esquecer as verdadeiras prioridades. Em casa, os pais estão sujeitos a pressões, de tal forma, que se tornam verdadeiros malabaristas na gestão do tempo familiar e profissional. A família não pode ficar para segundo lugar, o trabalho não pode deixar de ser feito. Mas ainda assim, e tendo como exemplo o primeiro confinamento, insistimos em preencher os tempos familiares, em...

Vende-se: intencionalidade educativa e/ou projetos! MP

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Hoje decidi abrir as caixas que guardo no sótão. Decidi tirar cada folha, cada manual, que ali guardo miraculosamente, porque preciso de encontrar espaço livre e de lhes dar alguma rentabilidade. Apesar de serem materiais que guardei e preparei com todo o cuidado para as crianças da minha sala, decidi torná-las públicas e partilhá-las. Partilhá-las não, vendê-las, que os tempos estão difíceis para todos e gastei tempo a preparar todos estes documentos. São verdadeiras obras pedagógicas, que resultaram do meu estudo, das minhas formações e da construção e adequação constante às crianças da minha sala. Continuo a valorizar o que dizem, o que fazem e tenho a intenção de tornar o meu trabalho um reflexo do que elas necessitam. Posto isto, após muita observação e valorização das crianças, pus mãos à obra e, estes projetos, são reflexo da minha intencionalidade, são reflexo do meu empenho na minha profissão, são reflexo de que, antes de os aplicar, tive de observar e de planear, e após a sua...

O plano para hoje? Ninguém fica para trás.

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Hoje sou eu e o computador. Sinto-me um pouco ansioso por toda esta situação. A hora da dita reunião está-se a aproximar, a educação feita nestes moldes nunca foi o meu forte, nunca foi a minha forma de olhar para a Educação de Infância. Mas é, ainda assim, a educação que me pedem para fazer hoje. Aceitei o desafio. Não estava habituado a estas plataformas, mas tive, de um momento para o outro, de as tornar uma ferramenta fundamental para minimizar a distância que sinto para com as crianças. Estas pontes são necessárias para lhes chegarmos, estes meios que dizem ser as novas tecnologias, deixam de ser novas e tornam-se usuais, porque não há nada como não tentar, como não experimentar. Pediram-me mudança, estou empenhado em mudar, mas mais do que mudar, em me adaptar. Mas este receio parece que me prende a algo que não sei o que é, talvez o medo, o medo de falhar, o medo de não conseguir chegar a todos aqueles que estão à minha responsabilidade, ainda assim, darei o meu melhor. Os pedid...

Empenhados em fazer Educação de Infância… à distância.

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Repetimos o cenário. Voltamos a agir à distância, tal como fizemos há um ano atrás. O que corrigimos?  O que mudamos?  Ao que nos desafiamos desde então? Mais uma vez voltamos a estar em frente ao computador para criar dinâmicas, sugestões, atividades pensadas (o que lhe queiram chamar), unicamente e exclusivamente, ou então não, para o grupo que temos à nossa responsabilidade. O desafio é enorme, mas mais do que carregarmos emails com as ditas propostas, torna-se urgente refletir no que estamos a fazer e na forma como estamos a chegar às famílias. Presencialmente, afirmamos: a nossa prioridade recai sobre o superior interesse das crianças. Presencialmente, afirmamos: a nossa prioridade é permitir que eles construam relações, que vivam os afetos e aprendam a lidar com eles. Sabendo que, neste momento, não estamos em formato presencial, esquecemo-nos destas premissas que definimos para a Educação de Infância.  Substituímos as relações e os afetos por folhas, por ...