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No dia do Jardim de Infância que se valorize a Infância

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Mais um dia para comemorar. Mas, se assim o é, que o saibamos aproveitar de facto, esperando que hoje não tenham havido lembranças construídas pelas crianças.  Que as lembranças construídas tenham sido momentos únicos e não objetos físicos, que tenham sido as memórias em torno dos seus interesses e não dos interesses dos medi a ou de um consumismo sem medida. Mas se hoje é o apelidado dia do Jardim de infância, alarguemo-lo e tornemo-lo o dia da Educação de Infância. Com isto, saibamos aproveitá-lo como uma medida de sensibilização, de modo a que se entenda porque é importante viver a Educação de Infância. Saibamos justificar e valorizar o que fazemos, tornando este dia algo que nos une, algo que, mais do que enunciarmos a nossa escola, valorizamos o que a Educação de Infância prioriza! Façamos algo que nos orgulhe de ser Educadores de Infância, Assistentes operacionais, Profissionais de Educação. Diariamente recebemos o futuro, fazemos viver o presente, conscientes, ou não, de que...

Uma semana depois do regresso…

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Uma semana depois do regresso… A ansiedade para regressar, sentida por pais, por educadores e, talvez, por crianças era muita. A necessidade de voltar a uma suposta normalidade, à escola, às relações, aos afetos escolares, às aprendizagens, mas, acima de tudo, a necessidade de voltar a brincar e a promover a atividade física era urgente. Que efeito provocou este confinamento nos mais novos? Que cuidados tivemos, e continuamos a ter, quando os recebemos? O que promover neste regresso? … Eram muitas as questões que nos inquietavam. Eram muitos os anseios e receios vividos, mas o importante, era estarmos conscientes de que teríamos um papel fundamental no regresso, no acolhimento. Segunda-feira, as portas das escolas abriram-se. De mão dada com os pais, aproximavam-se do portão da escola. Os pais, ansiosos, permaneciam no exterior sem poder acompanhar os mais pequenos até à sala. Os abraços foram mais demorados, os beijos não terminavam, mas mesmo assim, tentavam a todo custo transmitir c...

Amanhã seremos construtores de memórias.

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Amanhã voltamos… Amanhã voltamos, construtores de memórias As escolas abrem e estaremos ansiosos por receber cada criança. Ansiosos, receosos, por não sabermos bem o que aí vem, o que nos espera. Sabemos que virão ansiosos por voltarem a estar juntos.  Felizes por se verem fora do computador.  Alegres por poderem sair de casa e voltar a criar relações com os outros. Abriremos os braços e acolheremos cada um deles de um modo caloroso, como sempre o fizemos. Faremos do dia de amanhã, como se fosse o primeiro dia de escola: cheio de afeto, cheio de calor humano, cheio de novidades para contar. Possivelmente haverá lágrimas, já não estamos juntos há dois meses, e isso pesa. A saudade que cada um sente, à sua maneira, da sua forma, manifestar-se-á e transformar-se-á de acordo com a sua capacidade de se exprimir, uns mais efusivamente, outros mais contidos. Mas, seja qual for a forma que escolherem, acolheremos cada um, de modo a acalmar as respirações aceleradas, de modo a acalmar ...

Mãe, é agora que podes brincar?

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Estar presente, como temos estado, não é sinal de disponibilidade e de presença para o que realmente queremos. Entramos numa fase de apostas, todos dizem o que acham, o que consideram pertinente, e opinem sem sequer conhecer a educação. Entramos nas casas de cada aluno, todos os dias, mas confirmamos que o confinamento traz inúmeras desvantagens. Ainda assim, continuamos a promover momentos que se tornam completamente afastados das famílias, completamente afastados das crianças. Tivemos oportunidade de as conhecer até ao momento em que entramos, novamente, em confinamento. Mas a ânsia de não os querer largar, faz-nos esquecer as verdadeiras prioridades. Em casa, os pais estão sujeitos a pressões, de tal forma, que se tornam verdadeiros malabaristas na gestão do tempo familiar e profissional. A família não pode ficar para segundo lugar, o trabalho não pode deixar de ser feito. Mas ainda assim, e tendo como exemplo o primeiro confinamento, insistimos em preencher os tempos familiares, em...

Vende-se: intencionalidade educativa e/ou projetos! MP

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Hoje decidi abrir as caixas que guardo no sótão. Decidi tirar cada folha, cada manual, que ali guardo miraculosamente, porque preciso de encontrar espaço livre e de lhes dar alguma rentabilidade. Apesar de serem materiais que guardei e preparei com todo o cuidado para as crianças da minha sala, decidi torná-las públicas e partilhá-las. Partilhá-las não, vendê-las, que os tempos estão difíceis para todos e gastei tempo a preparar todos estes documentos. São verdadeiras obras pedagógicas, que resultaram do meu estudo, das minhas formações e da construção e adequação constante às crianças da minha sala. Continuo a valorizar o que dizem, o que fazem e tenho a intenção de tornar o meu trabalho um reflexo do que elas necessitam. Posto isto, após muita observação e valorização das crianças, pus mãos à obra e, estes projetos, são reflexo da minha intencionalidade, são reflexo do meu empenho na minha profissão, são reflexo de que, antes de os aplicar, tive de observar e de planear, e após a sua...

O plano para hoje? Ninguém fica para trás.

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Hoje sou eu e o computador. Sinto-me um pouco ansioso por toda esta situação. A hora da dita reunião está-se a aproximar, a educação feita nestes moldes nunca foi o meu forte, nunca foi a minha forma de olhar para a Educação de Infância. Mas é, ainda assim, a educação que me pedem para fazer hoje. Aceitei o desafio. Não estava habituado a estas plataformas, mas tive, de um momento para o outro, de as tornar uma ferramenta fundamental para minimizar a distância que sinto para com as crianças. Estas pontes são necessárias para lhes chegarmos, estes meios que dizem ser as novas tecnologias, deixam de ser novas e tornam-se usuais, porque não há nada como não tentar, como não experimentar. Pediram-me mudança, estou empenhado em mudar, mas mais do que mudar, em me adaptar. Mas este receio parece que me prende a algo que não sei o que é, talvez o medo, o medo de falhar, o medo de não conseguir chegar a todos aqueles que estão à minha responsabilidade, ainda assim, darei o meu melhor. Os pedid...

Empenhados em fazer Educação de Infância… à distância.

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Repetimos o cenário. Voltamos a agir à distância, tal como fizemos há um ano atrás. O que corrigimos?  O que mudamos?  Ao que nos desafiamos desde então? Mais uma vez voltamos a estar em frente ao computador para criar dinâmicas, sugestões, atividades pensadas (o que lhe queiram chamar), unicamente e exclusivamente, ou então não, para o grupo que temos à nossa responsabilidade. O desafio é enorme, mas mais do que carregarmos emails com as ditas propostas, torna-se urgente refletir no que estamos a fazer e na forma como estamos a chegar às famílias. Presencialmente, afirmamos: a nossa prioridade recai sobre o superior interesse das crianças. Presencialmente, afirmamos: a nossa prioridade é permitir que eles construam relações, que vivam os afetos e aprendam a lidar com eles. Sabendo que, neste momento, não estamos em formato presencial, esquecemo-nos destas premissas que definimos para a Educação de Infância.  Substituímos as relações e os afetos por folhas, por ...

Ser educador de infância/professor que inspira os seus alunos

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O tempo que se avizinha é, em tudo, semelhante ao que já vivemos no ano passado. O teletrabalho ganha, novamente, maior força. As famílias passam mais horas juntas e passam a partilhar o mesmo espaço durante mais tempo. As crianças, mais dependentes, permanecem junto dos seus cuidadores, dos pais, com a necessidade de maior atenção. Os níveis de stress aumenta nos pais, por não conseguirem realizar o seu trabalho como deveriam. As crianças ficam demasiado ansiosas, as chamadas de atenção tornam-se constantes e as birras mais frequentes. Torna-se o reviver de um cenário e de um guião que parece que já foi escrito e que nos limitamos a repeti-lo. As escolas fecharam e mesmo à distância, há laços que não se podem perder, há relações que não podem desvanecer. Centremo-nos no que importa, ultrapassar este cenário da melhor forma, olhando para ele de um modo positivo e com a responsabilidade merecida. Vamos olhar para a nossa responsabilidade civil como um modo de agir e não se sermos negaci...

Não leiam, porque já não é atual!

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No meu tempo tudo era diferente.  À hora marcada todos chegavam e deixavam os casacos e os pertences nos cabides à entrada da sala. Em silêncio entrávamos na sala, de modo a que o dia começasse tranquilo, sem interrupções e/ou choros.  O quadro de ardósia tinha a data escrita a giz branco, com a letra manuscrita, desenhada de um modo cuidado pelo Professor. O exemplo tinha de ser perfeito. Junto ao quadro, um estrado em madeira gasta, ajudava-nos a subir para melhor desempenharmos o que nos era pedido. Ao lado deste quadro o Mapa de Portugal aparentava estar velho, mas as cores sumidas, ainda nos permitia distinguir tudo o que ele continha.  Ao fundo da sala, estava a cana que acompanhava quase toda a altura da parede, desde o chão até ao teto. E em algumas vezes nos afagou a cabeça, e por vezes até as mãos. Nesses momentos fazíamo-nos fortes para que as lágrimas não nos corressem pelas faces, assim não seríamos alvo de chacota infantil.   Falar enquanto o Profe...