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Assistentes operacionais, mais do que um termo, uma profissão.

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Ao longo de todo o ano planeiam-se atividades à medida de cada grupo, definem-se horas, sem fim, de planificações, de momentos que se consideram ricos em oportunidades para as crianças, que valorizam cada interesse, dificuldade, conquista, momentos que se constroem e que se pensam através de uma relação existente em sala. Sabendo que surgem de um modo intencional, pedagógico, é extremamente importante sublinhar o peso que as pessoas que nos acompanham têm na sua concretização. Os nomes são vários para esta profissão, mas mais do que um nome, um termo, é a sua disponibilidade para se aventurarem todos os dias nos abraços, nos toques, nas relações, nas tristezas, nas alegrias, surgindo, quase como se de um casamento se tratasse. Apoiam sem medida, todos aqueles com quem criaram uma aliança no início do ano, uma aliança que valoriza o afeto, a atenção, o respeito e o caminho conjunto a seguir. As metas definem-se em equipa, o modus operandi,  baseado nas prioridades, na vi...

Isto, de ser educador de infância, não é moda, é vocação.

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Muitos são os louvores que vão surgindo em prol desta profissão.  Muitas são as palavras que se vão dizendo, escrevendo, que valorizam a profissão e, mais do que isso, a infância. Em contrapartida, surge muita desvalorização, muito desentendimento do que é, de facto, ser educador de infância. E ao falar de educador de infância é importante ressalvar, não existem educadores de infância do ensino público, de IPSS ou de ensino privado.. Existe uma profissão que é educador de infância. Esta profissão que tão poucos entendem, ou não querem entender, é na sua prática uma vivência baseada nos valores sustentados na essência humana. É mais do que ensinar  a agarrar no lápis, do que os obrigar a estar sentados e a escutar o que se diz. É mais do que isso! Ser educador não é ensinar as letras e os números, porque isso vão-se apropriando com os jogos, com o brincar que surge nas salas, na rua, no passeio, na ida para a escola ou para casa, haverá tempo para isso. A sens...

A Educação pré-escolar já terminou, agora vem a escola a sério!

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Depois de estarmos tanto tempo em casa, já tinha saudades dos meus amigos e dos adultos da minha sala! Quando regressei, estava tão contente, porque finalmente iria poder brincar novamente com todos eles, podia fazer trabalhos, podia brincar na sala e na rua. E sabes, quando fui para a escola, primeiro, achei um bocadinho estranho, porque todos os adultos estavam com máscaras e escondiam aquilo que eu mais gostava de ver, o sorriso, que era o que me fazia voltar todos os dias. Mas olhava para os olhos e percebi como estavam felizes por nos verem. No início quase nem me tocavam porque todos tínhamos medo, diziam na televisão que tínhamos de estar afastados, e os meus pais avisaram-me em casa, tens de brincar sozinho, e não podes tocar em ninguém . Eu bem tentei, mas como é que isso seria possível? Brincámos tanto! Enquanto brincávamos, divertimo-nos tanto, fizemos construções, corridas, subimos às árvores. Aproveitámos a rua mais do que nos outros dias. Soube tão bem! ...

Esses anjos, vestidos de gente

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Se algum dia alguém vos dissesse, “são anjos vestidos de gente”, saberíamos a quem se referiam? Certamente que não relacionaríamos logo a quem, ou a quê, e ficaríamos intrigados a quem fariam tal comparação. De facto, quem o diz, di-lo com o coração, lê cada alma, cada vida, cada vivência e experiência. Lê e faz a leitura pelo crescimento dos que estão à sua volta e, de lágrimas no rosto, entrega mesmo sem saber que rumo tomarão esses ditos anjos. A esses anjos que se esforçam para acompanhar cada tarefa, cada passo, cada abraço, cada sentimento, cada um, são anjos, dizem, porque esses anjos, não vestem asas, não voam, mas fazem voar, fazem sentir, fazem crescer e crescem com eles. Esses anjos são, esses anjos sentem, esses anjos vivem, esses anjos constroem, esses anjos… quem serão? O agradecimento ganha corpo, voz, olhar, sentir, ganha o encanto que ninguém consegue pintar, torna-se uma tela de cores, com tintas tão raras, puras e sentidas, tintas que não se vendem em ...

Na escola (quase) todo o espaço natural está vedado

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As escolas voltaram a ter vida, sorrisos e risos. As equipas regressaram cheias de esperança de que tudo passará e que as crianças que receberão, tornarão os seus dias mais felizes e, os adultos, permitirão que as crianças tornem cada dia especial, um dia de oportunidades.  Aconselhados pela DGS a rua vai tomando o seu lugar de destaque, vão se definindo momentos nos espaços exteriores, momentos que andaram esquecidos pelos tempos.  A rua, mais do que nunca, tornou-se um espaço a valorizar, a explorar e a tornar intencional nas planificações diárias dos adultos.  De facto, com estas mudanças, até que ponto mudamos a nossa forma de olhar para a educação de infância, para os espaços exteriores e, principalmente, para as crianças?  A realidade é que as preocupações escolarizadas se mantiveram: o uso e abuso de fichas tornou-se uma forma de ocupar, mais do que uma forma de se fazer educação, levando a que, por vezes repetidas, se tornassem como verdade...

Dia Internacional do Brincar!

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No dia Internacional do Brincar basta relembrar, Porque todas as pessoas crescidas já foram crianças. (Há é poucas que se lembrem.) Antoine de Saint-Exupery #umacaixacheiadenada Rui Inácio Imagens retiradas do livro, Toda a Mafalda, Edição comemoração dos 50 anos.

No dia em que a terra (e a escola) recomeçou…

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No dia em que a terra parou, os barcos deixaram de navegar, os carros deixaram de andar, os aviões deixaram de voar. Neste dia, os animais ganharam o seu espaço, a natureza foi encontrando o equilíbrio que necessitava e nós, tornamo-nos prisioneiros nas jaulas que, nós mesmos, contruímos.  No dia em que a terra parou, tiraram-nos os abraços, o toque e o sentir. Isolaram-nos separadamente de todos aqueles de quem gostamos, obrigaram-nos a estar afastados, no entanto, reinventamo-nos neste novo viver.  No dia em que a terra parou, reclamamos que os risos das crianças deixaram de se ouvir, que a rua deixou de ter o movimento que estávamos habituados a ver, que os parques infantis ficaram vazios e sem crianças a brincar, a imaginar e a criar. Queixámo-nos dessa liberdade que nunca reconhecemos e, mesmo sem valorizar o espaço exterior que as crianças insistiam em utilizar, reclamamos pela sua devolução. No entanto, antes de todo o confinamento, nem sequer o aproveita...

Vamos regressar, e agora?

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De mochila nas mãos e com os seus pequenos ao colo, ou pela mão, lá vão eles regressar.  Com todos os cuidados necessários e exigidos, mudam-se os sapatos e talvez algumas peças de roupa. Ansiosos, inseguros os pais, e com receio de tudo o que possa acontecer e deste novo funcionamento, encaminham-se para os locais destinados à receção das crianças. As crianças sobem-lhes pelos braços e são recebidos por alguém de referência, ou não, de sorriso coberto e também ele receoso.  Os braços erguem-se na direção das crianças e pretende-se que cada gesto seja confiante, seguro e tranquilizante para as elas. No entanto, as palavras trémulas dos pais, despontam alguma desconfiança e necessidade de saber que tudo ficará bem.  Quem os acolhe recebe-os da melhor forma que consegue e, mesmo de rosto tapado, o espírito de receção continua caloroso, afetivo, apesar de não ser possível de o verificar através do rosto. Os olhos tornam-se a melhor forma de expressar esse calo...

Caramba, isto não é Educação de Infância!

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Mudança. adaptação, renovação, reflexão, novas práticas.  Os tempos levam-nos a mudar, levam-nos a adaptar as nossas práticas a novas necessidades. No fundo, tornamo-nos educadores à distância, se é que assim o poderemos dizer. E, reconhecendo esta mudança, quanto esforço temos feito para que se torne possível chegar a todos.  De olhos vidrados nos ecrãs, mudamos os cenários que estavamos habituados a ter, tornando-os sem afeto, sem proximidade, sem toque, sem abraço, sem beijos e, por muito estranho que isto nos soe, mantemos o foco, ser educadores de infância.  O nosso foco de trabalho continua a ser cada criança, continuamos a querer o bem-estar de todos, planeamos, de igual forma, as atividades para que lhes cheguem propostas, oportunidades pedagógicas, pensadas e de crescimento para cada um e não para um grupo. No entanto, e à distância, depressa esquecemos as nossas máximas: o superior interesse da criança, a escuta ativa, respeito pelos interesses da...