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Vou chamar o teu professor e ele põe-te de castigo!

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Ao longo das semanas de escola, vamos tendo situações a resolver: ora porque se bateram, ora porque se ralharam, ora porque se chatearam, ora porque estão a estabelecer relações entre eles.  Agora, e em tempo de pausas letivas, em tempo de férias escolares, os pais vão mantendo os pequenos nos ATL’s, em casa de familiares, ou alguns, os que têm essa possibilidade, passam o seu tempo com eles.  E será que temos mesmo a noção da riqueza que é este tempo em família?  Em janeiro, quando regressarmos, verificamos que as birras regressam, que a necessidade de atenção, afeto, e de colo aumentam!  Primeiro pensamento é: existe algum problema, na escola, que os leva a agir assim? Não! Simplesmente, tiveram uma rotina que fez mudar o seu comportamento. Uma rotina que, para muitos, fez com que estivessem mais tempo em casa com os pais, com os avós, primos,…  rotina esta, de extrema para o crescimento destes pequenos. Mas, o comportamento nem sempre é...

Ofereça, neste Natal, tempo em família e não brinquedos em excesso!

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Hoje é o dia Hoje é o dia em que, ansiosos, os mais novos demoram a adormecer. Hoje é o dia em que a excitação toma conta de tantas casas. Hoje é o dia em que as árvores de Natal ficam, ainda, mais iluminadas com as luzes de Natal, com os sorrisos, os abraços e o amor dos familiares.  Hoje é o dia em que o papel de embrulho se passeia pela casa.  Hoje é o dia em que os pequenos, entusiasmados, brincam como se não houvesse amanhã.  Hoje é o dia em que o stock de brinquedos cresce nas casas e faz com que o Natal, seja reflexo do consumismo e de preocupações desnecessárias.  Hoje é o dia, em que transmitimos aos mais crescidos a verdadeira importância do Natal.  Há algum tempo as escolas começaram, empenhadas, a fazer pequenas lembranças de Natal.  Saíam todas iguais, para que, os pais não pudessem reclamar dos diferentes presentes ou da qualidade do resultado, mesmo sendo feito pelos mais novos. Mas, mesmo assim, e após receberem...

Deixem as grelhas padronizadas (...) os adquiridos, não adquiridos e não observados!

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O primeiro período aproxima-se do final. A toda a pressa começam-se a preparar as avaliações, a ultimar os retoques necessários, para que, em reuniões, sejam apresentados os percursos de cada criança, ou em alguns casos do grupo.  Empenhados em transmitir o maior número de informação possível, os educadores seguem ao sabor da maré que lhes é imposta. Cumprem, à risca, uma série de itens que cotam as crianças e as equiparam a crianças padrão, crianças norma.  Os indicadores a avaliar parecem não terminar. As grelhas tornam-se verdadeiros poços sem fundo. Os adquiridos, não adquiridos, não observados e em aquisição, tornam-se a linguagem mais falada nestes dias e, são elas que refletem o crescimento, a aprendizagem e o desenvolvimento das crianças. São elas que ditarão as aprendizagens crianças e o seu nível de desenvolvimento (ordenadas pelos adultos). São elas que estabelecem níveis e categorias no grupo, tornando-se mais fácil fazer uma leitura numérica, ou até...

O Natal chegou! Mudam-se as prioridades: prendas em série!

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O Natal está ao virar da esquina. A azáfama do Natal faz as creches, jardins de infância e as escolas andar à velocidade da luz. Há tanto a fazer. Os 25 presentes começam a ganhar forma, parecidos, ou não, com os projetos encontrados nos sites prontos a consumir, ou não. Construídos com todo o empenho pelo educador e auxiliar, as crianças apoiam naquilo que conseguem. São presentes feitos "pelas crianças e para as crianças". No entanto, "Todos devem levar prendas iguais, para que não hajam reclamações" A fábrica do Pai Natal muda-se para cada sala. Os duendes esforçam se por manter o ritmo e, dedo aqui, dedo acolá, vão enfeitando, ou decorando, aquilo a que chamam de presente, aquilo a que chamam trabalho realizado pelas crianças. A produção, em cadeia, de prendas prevê a satisfação de todos, ansiosas, as crianças, receberão uma prenda que "elas próprias" construíram. É tempo de natal e as atividades centram-se na expressão plástica. Há tinta por todo o ...

Amor para! Deixa-me tirar uma foto, para enviar para o papá

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Quem não gosta de tirar uma fotografia? Quem não gosta de apreciar um momento e torna-lo eterno? A época dos telemóveis com câmara fotográfica veio revolucionar o mundo da fotografia e, como bons educadores que somos, defendemos as novas tecnologias na educação de infância, como bons pais que somos, defendemos as novas tecnologias no dia-a-dia das crianças. Utilizamos o telemóvel, de forma constante, para qualquer registo, ficam eternos. As razões são as mais variadas: ora para registar evidências de um projeto que foi feito para facilitar a avaliação das crianças e a avaliação docente, ora para registar os momentos em família que se pretende que fiquem registados em algum sítio, além da memória. O que é certo, é que se utilizam milhares de argumentos a favor da não utilização das novas tecnologias na infância. Mas, o exemplo que damos não é esse. Ora, torne-se consciente: utilizamos o telemóvel para falar, fotografar, pesquisar na internet, aceder a redes sociais, a...

Por favor pai, tem de chegar mais cedo. O seu filho tem trabalhos em atraso.

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Esta é a nossa realidade.  O grupo de pais que temos, é um grupo diversificado.  Temos os pais empenhados e preocupados.  Temos os pais um pouco menos preocupados, em relação ao que se faz, ou à forma como os seus filhos passaram o dia na escola.  Temos os pais "picuinhas", que à mínima situação nos caem em cima sem darem oportunidade de justificação.  Temos os pais "tá-se bem", que valorizam o que vai sendo feito, e que, acima de tudo, se preocupam com o bem-estar de todos, seja dos filhos, seja da equipa de sala.  Temos pais para todos os gostos.  Ah! Há ainda os pais pontualíssimos que, por obrigações profissionais, estão à porta da escola, mesmo antes desta abrir.  Temos ainda os pais, que chegam mais atrasados e que, tendo horários fora do comum a cumprir, aproveitam o tempo que é permitido para passar com os seus filhos. Tempo esse, que vale ouro.  O educador na sala, observa pela janela os pais que trazem pel...

És educador, porque estudaste menos do que eu!

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É, em jeito de brincadeira, que se ouve a frase: "És educador, porque estudaste menos do que eu!" mas, mesmo em jeito de brincadeira, não é livre de reflexão!  Sou educador, sim, porque não estudei menos do que tu, mas porque me especializei em educação de infância.  Sou educador, porque esta foi a minha opção profissional e, mesmo sem ter muito a noção do que poderia advir, sei que foi a melhor opção. Estou consciente de que desempenho as minhas funções de acordo com o respeito para com as crianças.  Sou educador, porque, diariamente, invisto no bem-estar de 25 crianças e faço-as sonhar e acreditar que tudo o que desejarem é possível de atingir.  Sou educador, porque mesmo "estudando menos do que tu", acredito que o "não consigo", não existe e passo isso para os meus alunos. Sou educador, porque faço fazer parte da pouca percentagem de homens preocupados com a educação de infância e, mais do que preocupado, decidi contribuir para a ...

Amanhã vou-te levar à escola e deixo-te lá! Não te vou buscar!

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Dia após dia, somos desafiados por comportamentos mais ousados e desafiantes dos mais pequenos.  Diariamente, observamos comportamentos de chantagem dos mais novos para com os adultos.  Diariamente, vemos o cansaço tomar conta dos adultos e, a agir de acordo com o cansaço e, não de acordo com a educação que gostariam de dar aos seus filhos, ou o apoio às suas turmas.  Diariamente, vemos recompensas por pequenos momentos, grande maioria delas, recompensas  materiais ou ausência delas. São dadas no intuito de valorizar comportamentos, ou por punições físicas/psicológicas, que em nada ajudam à compreensão do comportamento, por parte das crianças, dito errado.  O uso da força leva a que a situação possa ficar resolvida por poucos minutos, mas no fundo, estamos a mostrar a forma de ação para situações futuras, em que a raiva que sentem, se vai acumulando e, em momentos de conflito, surge em forma de violência ou de um modo mais brusco e bruto. Ajudar os ...

A Educação de Infância vale a pena! Seremos meros aprendizes de quem brinca!

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É uma verdade: a Educação de Infância faz falta.  É uma verdade: a Educação de Infância, ainda, é desvalorizada.  É uma verdade: na Educação de Infância, deixamo-los crescer.  Deixamos? Deixamos, mesmo! Reconhecer os educadores, os auxiliares que apoiam, diretamente, cada criança é um desafio! Mas, mais do que um desafio, é uma necessidade. De manhã, quando entramos na sala, não temos lábios para, carinhosamente, cumprimentar cada um, cada um à sua medida, à sua maneira. E nós sabemos, exatamente, de que forma gostam/querem ser cumprimentados. É certo que faz parte da nossa profissão, (estabelecermos uma relação de afetividade), mas é uma grande verdade que criamos relações com eles, de tal forma imponentes que, até mesmo à noite, quando dormem, chamam por nós e não pelos pais. E nós, por eles, passamos tantas noites em claro. Passamos, tantas, horas com eles, que percebemos que à mínima mudança de comportamento, algo não está bem. Chama-s...