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Dia Internacional do Brincar!

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No dia Internacional do Brincar basta relembrar, Porque todas as pessoas crescidas já foram crianças. (Há é poucas que se lembrem.) Antoine de Saint-Exupery #umacaixacheiadenada Rui Inácio Imagens retiradas do livro, Toda a Mafalda, Edição comemoração dos 50 anos.

No dia em que a terra (e a escola) recomeçou…

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No dia em que a terra parou, os barcos deixaram de navegar, os carros deixaram de andar, os aviões deixaram de voar. Neste dia, os animais ganharam o seu espaço, a natureza foi encontrando o equilíbrio que necessitava e nós, tornamo-nos prisioneiros nas jaulas que, nós mesmos, contruímos.  No dia em que a terra parou, tiraram-nos os abraços, o toque e o sentir. Isolaram-nos separadamente de todos aqueles de quem gostamos, obrigaram-nos a estar afastados, no entanto, reinventamo-nos neste novo viver.  No dia em que a terra parou, reclamamos que os risos das crianças deixaram de se ouvir, que a rua deixou de ter o movimento que estávamos habituados a ver, que os parques infantis ficaram vazios e sem crianças a brincar, a imaginar e a criar. Queixámo-nos dessa liberdade que nunca reconhecemos e, mesmo sem valorizar o espaço exterior que as crianças insistiam em utilizar, reclamamos pela sua devolução. No entanto, antes de todo o confinamento, nem sequer o aproveita...

Vamos regressar, e agora?

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De mochila nas mãos e com os seus pequenos ao colo, ou pela mão, lá vão eles regressar.  Com todos os cuidados necessários e exigidos, mudam-se os sapatos e talvez algumas peças de roupa. Ansiosos, inseguros os pais, e com receio de tudo o que possa acontecer e deste novo funcionamento, encaminham-se para os locais destinados à receção das crianças. As crianças sobem-lhes pelos braços e são recebidos por alguém de referência, ou não, de sorriso coberto e também ele receoso.  Os braços erguem-se na direção das crianças e pretende-se que cada gesto seja confiante, seguro e tranquilizante para as elas. No entanto, as palavras trémulas dos pais, despontam alguma desconfiança e necessidade de saber que tudo ficará bem.  Quem os acolhe recebe-os da melhor forma que consegue e, mesmo de rosto tapado, o espírito de receção continua caloroso, afetivo, apesar de não ser possível de o verificar através do rosto. Os olhos tornam-se a melhor forma de expressar esse calo...

Caramba, isto não é Educação de Infância!

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Mudança. adaptação, renovação, reflexão, novas práticas.  Os tempos levam-nos a mudar, levam-nos a adaptar as nossas práticas a novas necessidades. No fundo, tornamo-nos educadores à distância, se é que assim o poderemos dizer. E, reconhecendo esta mudança, quanto esforço temos feito para que se torne possível chegar a todos.  De olhos vidrados nos ecrãs, mudamos os cenários que estavamos habituados a ter, tornando-os sem afeto, sem proximidade, sem toque, sem abraço, sem beijos e, por muito estranho que isto nos soe, mantemos o foco, ser educadores de infância.  O nosso foco de trabalho continua a ser cada criança, continuamos a querer o bem-estar de todos, planeamos, de igual forma, as atividades para que lhes cheguem propostas, oportunidades pedagógicas, pensadas e de crescimento para cada um e não para um grupo. No entanto, e à distância, depressa esquecemos as nossas máximas: o superior interesse da criança, a escuta ativa, respeito pelos interesses da...

A mãe trabalha no computador. É professora!

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  Nestes dias tudo se reinventou, reformulou, readaptou… e poderia continuar a utilizar verbos com o prefixo  re … porque de facto, foram, e são, tempos diferentes daqueles a que estamos habituados, Estamos em épocas festivas, em que a vida se transforma, se renova.  Quão próximo isto se encontra das nossa práticas...  Aquelas práticas a que estávamos aprisionados, ou até acorrentados, caíram por terra. E tudo o que este vírus nos vem mostrar, é que tínhamos de mudar as prioridades e tornar as nossas práticas, realmente, direcionadas ao que interessa, os alunos.  É um facto, bastante pertinente, que fomos capazes de nos adequar a esta “ estranha forma de vida ”, marchamos de cravos vermelhos em punho para mostrar a revolução que a educação esteve, está e estará sujeita. Esta mudança repentina e tirou-nos o chão, abanou-nos e tornou-nos pouco confiantes do  modus operanti  em que tudo iria decorrer. O computador começou a ser o nosso qua...

Quanto tudo isto terminar…

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Quanto tudo isto terminar, parecerá que acordamos de um pesadelo.  Quando tudo isto terminar, olharemos para o tempo em que a liberdade nos foi tirada, em que as casas se tornaram verdadeiras prisões, bunkers , protegendo quem neles se abrigam.  Quando tudo isto terminar, reconheceremos a importância das relações, da família e de tudo o que deixamos passar na vida. Reconheceremos que tudo o que guardámos, que tudo o que temos é fútil…vamos aprender a valorizar o que é para valorizar! Quando isto terminar, vamo-nos recordar do quanto o abraço, o beijo e a presença nos fizeram falta. Faremos relembrar o real significado da palavra saudade, para com aqueles que gostamos, que amamos e que, tendo em conta a situação, nos impede a aproximação. Lembrar-nos-emos da saudade.  Quando tudo isto terminar, tornar-nos-emos conscientes de que somos todos iguais, sem distinção de raças, de poder económico, de ideais políticos, de religião, de sexo,… somos seres humanos...

A nossa casa é (...) a sala de aula.

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Estamos a viver um estado que nunca imaginamos viver. Estamos confinados aos poucos metros que as nossas casa têm. Estamos enclausurados no nosso próprio espaço, sem poder sair ou, sequer, sentir o sol no nosso corpo. Estamos, simplesmente, a reaprender a conviver, a dar tempo à família, aos filhos e aqueles de quem mais gostamos. Os contactos tornam-se constantes e as videochamadas uma necessidade. Somos feitos de relações e é isso que nos faz seres, é isso que nos faz e nos ajuda a crescer. De facto, não somos seres individuais, somos indivíduos que partilham, que se dão, que recebe, que abraçam, que vivem, que amam, que medeiam, que se relacionam. Somos aqueles que precisam de estar com o outro e para outro. O tempo de família é outro, estamos fechados e com os filhos acabam por surgir atividades que lhes preencham o dia, porque será, certamente, um tempo de pôr os nervos em franja a muitos pais. As pilhas não se gastam, a energia não termina e o tempo ...

A covid revela o melhor e o pior do ser humano.

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Estes dias têm sido de loucura. Andamos ao sabor de uma pandemia, ao sabor do que vemos e ouvimos através dos media . Tornamo-nos uma verdadeira debandada que anda de lá para cá e de cá para lá, movida pelo medo e pela incerteza. Tornamos o Cuquedo no verdadeiro monstro e espelhamos nele os nossos maiores receios! Mas, neste tempo de isolamento social, de quarentena, há muito a aprender, há muito a refletir e há muitos exemplos a dar aos mais pequenos. Até estes dias, incentivava as brincadeiras ao ar livre, como forma de aprendizagem, como forma de relação, de crescimento, de aventura, de risco. No entanto, agora, o incentivo é contrário. Mantenham-se em casa e mostrem aos mais pequenos uma forma de estar, diferente daquela que sempre tivemos. Ensinem-lhes a respeitar o outro, a viver a família, a viver a solidariedade, a viver o sentido de sociedade. É verdade que os exemplos nem sempre são os melhores e que, em época de pandemia, ou de sobrevivência, most...