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Crianças a meio tempo... filhos a meio tempo!

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Crianças a meio tempo, é um termo, cada vez mais, utilizado nos dias de hoje. É um termo este que se vai atualizando conforme as necessidades das famílias, das necessidades curriculares, das necessidades que refletem uma vontade de mudança social, baseada no sucesso e nos resultados, baseada nas decisões tomadas pelos ministérios, afastados das práticas e, tantas vezes, das necessidades reais dos alunos de hoje. As preocupações centram-se nos interesses  dos adultos, afastados das realidades infantis, afastados dos propósitos da educação de infância, das verdadeiras necessidades da infância. São crianças a meio tempo envolvidas em todas as atividades que lhes preenche o tempo preciso, atividades que os afastam da sua atividade preferida, brincar. As crianças a meio tempo são crianças que permanecem, eternamente, na escola, sem férias, sem tempo em família. São crianças prisioneiras de uma escolarização, em muitos casos, precoce, prisioneiras da falta de compreensão dos pai...

1 ano a respirar reflexão, partilha e provocação!

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1 ano. Há um ano atrás a caixa nasceu, cheia de nada, vazia, sem qualquer palavra, reflexão, partilha ou provocação. Nasceu a caixa, cheia de nada, nasceu mesmo sem saber que rumo levaria. 1 ano de partilhas, de pequen as palavras que revelam, acima de tudo, a valorização das crianças, a valorização do brincar. 1 ano de reflexões que, não são mais, do que inquietações que foram sendo sentidas ao longo do tempo. Inquietações estas, que levaram a pensar na forma de as mudar, no modo como a nossa prática poderá seguir ao encontro dos mais pequenos. São reflexões que fazem parte da prática de cada, da vida diária de professor. Reflexões que nos fazem mexer e ser mexidos, que nos fazem mudar, ou não. Quantas reflexões nos fazem sair da zona de conforto e estabelecer as novas metas, limites e abrir os nossos horizontes? A caixa abriu-se e tornou-se de cheia de nada, para uma caixa cheia de tudo o que haveria para a encher. Afinal, ao fim de 1 ano, pela caixa faz-se ...

Ressuscitem (a educação) e vistam as novas vestes de mudança!

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E, ressuscitou ao terceiro dia… Assim nos dizem ao longo dos tempos. É Páscoa, e após tanta preparação, após uma caminhada longa pelas quintas, em que se foram realizando recolha de coelhos, galinhas, ovos e cenouras, eis que ressuscitamos. Estão livres… Deixamos as vestes para trás, ou tentamos, pois, viajamos ao longo do tempo e vemos tudo igual, o estado da educação não muda. Posto isto, crucifiquemo-nos! Sacrifiquemo-nos por este caminho que leva tantos fiéis a seguir o que dizemos, sem sequer ouvirmos o que cada um tem para dizer, Carreguemos as cruzes que ao longo do tempo nos fizeram caminhar de estação em estação, sem sequer olhar para as necessidades de quem estava a nosso cargo. Prostremo-nos e sintamos a páscoa como tempo de mudança, de ressurreição, em que, deixamos de olhar para a educação (de infância) como algo que pertence aos adultos, mas desafiemo-nos a olhar para a educação, como um mundo fabuloso, cheio de sonhos, desejos, interesses, possibili...

Professores: (não) sejam acorrentados pelo vosso medo!

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Não existem professores perfeitos, não existe uma educação perfeita. Se buscam a educação que torna todos como alunos de sucesso, parem já! Se procuram pedagogias únicas que abranjam todos os alunos e vos deem todas as respostas, não continuem... Se procuram professores preocupados com os alunos... Continuem a procurar, porque eles existem.  Se procuram professores empenhados, motivados e que acreditam na educação, não desistam porque ainda existem professores fora da caixa. Os professores fora da caixa lutam contra um sistema implementado durante décadas, implementado socialmente, que visa o aluno ideal, perfeito e sem qualquer dificuldade.  Se procuram uma escola inclusiva, continuem, mais cedo ou mais tarde ela existirá.  Se procuram um Ministério que valoriza os profissionais da educação, que acredita no potencial de cada um, que acredita na diversidade e no interesse dos alunos, continuem a procurar, talvez noutro país o poderão encontr...

Ser educador é isto...

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Ser educador é isto...  É subir a árvores e desafiarmo-nos a sair da zona de conforto, levá-los a seguir-nos e a desafiarem os seus medos ultrapassando-os de forma orgulhosa. Ser educador é isto... é ter que te descalçares para mostrar que a relva não pica, não morde, e que esse momento se torna uma experiência.  Ser educador é isto... é adormecer e acordar a pensar nos problemas que os 25 catraios, que estão à nossa responsabilidade, tem e pensar em estratégias para os ajudar. Ser educador é isto... é envolveres-te em 1001 brincadeiras diárias,  dividires-te de forma a que te tornes presente com cada um. Ser educador é isto... é deitares-te no chão e seres completamente absorvido por abraços, por beijos tendo como música de fundo os risos de todos os que não te deixam levantar. Ser educador é isto... é criar relações de amizade, de tal forma fortes, que te chamam mãe, pai durante o dia. Ser educador é isto... é abrires o coração à relação e transmit...

Os pés calçados e suados suspiravam pela liberdade, e assim foi.

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A relva estava tão verde que brilhava ao sol.  Os pés calçados e suados suspiravam pela liberdade, e assim foi...  “ Querem fazer uma experiência? Tirem os sapatos, tirem as meias, podem andar descalços na relva.”  O olhar espantado e o sentimento de fazerem algo que poderá ser proibido, levou-os a hesitar. Sentados no pequeno muro, olham atentamente à espera de novas indicações...  “Descalcem-se e sintam a relva, o chão...” “Não posso tirar os sapatos, a mãe não deixa”  Diz um deles a justificar essa resistência. Após o encorajamento para andarem descalços, o choro surge com o receio de sentir a relva nos pés. O choro surge como resistência ao toque da relva, da terra, aos bichos minúsculos que por ali se passeiam.  Olham para a terra, para a relva, como algo que nunca sentiram, como algo em que nunca tocaram. E, apesar de estarem todos os dias naquele arvoredo, receiam em lhe tocar, receiam em senti-lo.  Quão protegidos s...

Havia lama no parque e, sem ninguém ver, estiveram a brincar!

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O sol tem brilhado.  O parque tem-se enchido de cor com a versatilidade das roupas de cada um, sem batas iguais, sem quadrados, sem cores associadas a géneros. Enchem cada canto de movimento e de uma agitação que os caracteriza.  Todos os espaços tornam-se capazes para brincar, para explorar, para desenvolver a mais mirabolante brincadeira.  Escondidos, atrás de árvores, constroem túneis, casas, cozinhas secretas, e fazem as suas novelas românticas, as suas representações, sem que os adultos intervenham e terminem de uma vez com todo o momento criativo.  Vigiados, de perto, mas distantes do imaginário daqueles pequenos criativos, os adultos observam os passos dados, as brincadeiras que desenvolvem, as relações e as linguagens que vão tendo. E, ao seu olhar, valorizam cada uma delas, mesmo sem entender o esforço que fazem, mesmo sem reconhecer a potencialidade deste espaço fantástico a que os privamos o ano inteiro.  Toda a gente reconhece,...

Não é uma questão de medicação, mas sim, de educação!

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O dia começa agitado, aliás, todos os dias começam agitados. Mas é uma agitação normal de crianças. De um lado para o outro, deixam as mochilas penduradas nos cabides e entram na sala com energia que parece nunca terminar. Cumprimentam-se, abraçam-se, abraçam-nos. Uma agitação e vivacidade saudável, reflexo de boa disposição, reflexo do que é ser criança. Os comportamentos agitados tornam-se desafiantes, seria tão mais fácil se, ao chegarem à sala, se sentassem sem que fosse necessário dizê-lo, ou sem ter de os alertar para os comportamentos agitados que trazem com eles. Brincam por toda a sala, na rua, onde é possível, mas brincam, maioritariamente, na rua, e como se costuma dizer, correm, sobem, descem, trepam, saltam, deitam-se, mas a energia parece não terminar. Ao longo do dia, desafiam-nos, testam-nos até ao limite, apenas para conseguir aquilo que desejam. Conversas e mais conversas tentam mostrar que existem comportamentos que devem ser moderados, fala-se...

Somos (professores) heróis... heróis esquecidos!

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A educação vai pelo caminho que toda a gente sabe.  A educação é, como toda a gente sabe, desvalorizada, pouco reconhecida, mal paga, com apoios mínimos.  A educação está esquecida, assim como os professores que continuam, diariamente, a lutar pelo bom nome da educação em Portugal.   Milhares de partilhas vão acontecendo todos os dias nas redes sociais, com piadas, com cartoons , todas elas destinadas à desvalorização da profissão,  veem-se milhares de comentários que mandam abaixo uma nobre profissão, ser professor.  Com as crianças, o nome dos pais é tantas vezes substituído pelo dos professores. Aos fins de semana, chamam, enganados, pelos professores ao invés dos país, e isso é bom sinal.  É uma profissão de afeto e de relação, uma profissão que exige respeito e vive do respeito.  Ser professor é, e sempre será, uma profissão que inicia um processo incrível de conhecimento, de alfabetização, de descobertas, de relaçõe...