Lá vão elas, viver a adaptação

Lá vão elas, viver a adaptação

O início do ano traz com ele um sentido e sentimento de cuidado maior por todos os que iniciam um novo ano.

Há as que já conhecem o espaço, alguns colegas e adultos e entram sem qualquer receio.

Há, também, as que mesmo conhecendo o ambiente, revelam a necessidade de cuidado e atenção.

Há as que entram pela primeira vez, que trazem um olhar carregado de receios, de ansiedade, e de necessidade de atenção e de serem acolhidos.

Seja qual for a situação há o compromisso do acolhimento consciente. O afeto é a melhor estratégia, que leva a uma posterior segurança e confiança.

Estes momentos de adaptação são fundamentais e pensado com intencionalidade. Não, enquanto equipa não nos limitamos a recebê-los, há intencionalidade e diálogos que tornam este tempo um momento de consciência pela criança, pelo ser individual e pela necessidade de respeitar o tempo e o sentimento de cada uma.

Não podemos olhar como se de um rebanho se tratasse, mas de um modo sincero e de afeto. O compromisso com cada criança começa mesmo antes de terem entrado, no conhecimento prévio da própria criança, da família, dos medos e da ansiedade.

Temos um compromisso claro: receber e respeitar cada criança na sua individualidade.

É tempo de adaptação, e esse momento não é deixar chorar, é confortar e dar o primeiro passo para a confiança, empatia e afeto. É disso que trata a Educação de Infância, em primeira instância, ser afeto.

Nestes primeiros dias, o mais importante não são as atividades que fazemos, aliás, nem são sequer prioridade, mas sim a forma como estamos disponíveis, atentos e tranquilos para criar bons momentos de adaptação.

Assim, e mesmo já tendo nós este conhecimento, relembra-se a necessidade de respeitar cada despedida, cada reencontro e cada pequeno toque e passo que cada criança dá.

Lembremo-nos que antes de pertencerem a um grupo, cada criança precisa de sentir que aquele lugar também será seu.

Mas, de mochila às costas lá vêm eles, e o compromisso continua, saber o que traz cada criança na sua mochila. Temos de estar disponíveis para acolher, temos de ser acolhimento.





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