Por favor, não contem aos pais que eles andaram fora da sala, chegaram cansados e dormiram!

A sala perdeu as paredes. As pernas tornam-se o melhor meio de transporte e levam-nos até onde cansaço nos permitir. Apesar de largos minutos a andar, a vontade em continuar não desaparece, a vontade em explorar outros sítios aumenta e, a cada canto, encontram-se verdadeiras obras de arte. Alegres, mostram caminhos, pormenores do bairro, casas conhecidas, cantos que lhes transmitem memórias e que são fruto de conhecimento que iniciaram em casa. Que caminhos seguimos, os que os adultos querem, ou aqueles que os mais pequenos definem? Saímos à rua e, apesar de cansados, foram até onde os olhos deixam alcançar, foram olhar o rio de um ponto alto, até viram a outra margem, olharam as peças de arte expostas na parede, e com isto, viveram momentos que na sala não poderíamos sentir, ouvir, cheirar, apreciar, ou simplesmente, viver. Que obras de arte encontramos? Todas, casas pitorescas, calçadas gastas e cheias de histórias, vidas ...