O tempo que não é teu, mas delas (as crianças)!

Para. Senta-te, num canto. Deixa-te envolver pelas 25 tentativas que tens à tua frente. Existem risos, diálogos, relações que se criam e se interligam de acordo com o que vão construindo, com o que vão brincando. Deixa-te observar, vê as tentativas, as conquistas, as formas diferentes de expressão, envolve-te e constrói o que precisas para os observar neste momento de aprendizagem. Consegues sentir o que sentem? Não. Consegues ler os seus pensamentos, as suas planificações complexas? Não! Então observa. Enriquece o espaço e as experiências com base nessa observação. Planifica de acordo com o que vês, com o que sentes, com o que te fazem sentir. É difícil? Bastante! São tantas as observações a fazer, tantas as oportunidades a construir, tantas crianças para conhecer de uma forma única, reconhecendo fragilidades e potencialidades individuais. Deixa os trabalhos de lado, as fichas, as pastas (que queres cheias), as folhas brancas, centra-te no principal, as crianças...