Ainda não entenderam a minha profissão!

Quando em pequena ouvi falar da profissão, a imagem que tinha dela não era nenhuma, até que entrei para o pré-escolar. Se a educação de infância me era desconhecida, a partir desse momento, mostraram-me o que poderia ser uma aprendizagem assente no brincar, na ousadia, no risco, na criatividade, na representação. O jardim de infância dividia-se em áreas, por diferentes salas, onde podíamos dar largas à imaginação, onde o conceito de brincar era permitido, onde em pares, ou em pequenos grupos, ou até mesmo de forma individual, explorávamos cada canto e construíamos prédios, mercearias e tudo o que a nossa imaginação permitia. A educadora apoiava as brincadeiras que íamos tendo, observava-nos e permitia que nos desafiássemos. Certamente terei me sentado à mesa a fazer recortes e possivelmente algumas fichas. Boas notícias, esses momentos não me ficaram gravados na memória. A sala, mais pequena, vestia-se de tal forma que, quando entravamos nela, imaginávamo-nos numa feira a vender os m...