Desculpem-nos, mas é tudo uma questão pontual!

Hoje foi mais um dia de trabalho. À entrada da escola os sorrisos aguardavam-me, os abraços revigoravam-me e enchiam-me da energia que faltava para aguentar mais um dia de trabalho. Na sala de professores o café aquecia-nos antes de entrar na sala. As conversas que existiam rondavam o cansaço docente, as burocracias, a falta de pessoal nas escolas e, mais uma vez, as agressões a professores e a alunos. Opinião após opinião, receios após receios, revelam as preocupações na idade avançada que já levam e, apesar de amarem a profissão que abraçaram, o cansaço começa a tomar-lhes o corpo. Alguém dizia, como me conseguirei aguentar até à idade da reforma se diariamente já tomo 10 comprimidos para conseguir ensinar os alunos? As lágrimas, em alguns casos, tornam-se frequentes, reflexo de cansaço, desprezo e desvalorização pela profissão. Mas toda a conversa, desabafos e anseios são interrompidos pelo soar trémulo da campainha. Levantam-se e carregados das suas malas, das suas...